08 março 2006
Estupidez
Mundo podre, gente hipócrita / fingindo saber a verdade... / Tiras soltos pelas ruas / assassinos sem piedade // Pela cidade, pelos lixos / crianças nuas e assustadas / vivendo no meio de bichos / fugindo da fome, da noite / desesperadas... // A loucura contamina / corrompe a sanidade / é como anfetamina / distorcendo a realidade// E a cidade está torcendo / (delírio, pura enganação!) / pelos vermes se escondendo / sob máscaras de perfeição // A loucura contamina / corrompe a sanidade / é como anfetamina / distorcendo a realidade... (Nayane Souza)
Insônia
Acordo como se não tivesse adormecido. Sonho? Já não sei mais... / Não quero pensar no que virá depois / Afinal, que bela manhã! / O inverno já passou... e o sol veio secar essas lágrimas ineptas. // Não sinto meus pés no chão... / Míseros desejos! / Iniqüidade... Estúpida realidade. // Não deixe que eu me perca / Apenas me beije quando eu me sentir só... / E não se esqueça de fechar a porta quando sair: / há fantasmas rondando por aí... // Começa a anoitecer, / mas hoje você não está... / Faz frio... // O silêncio me entorpece, / noite alta, penso em gritar / mas quem me ouviria? / Insensatez. / Estupidez. / Sonho... // As horas custam a passar / Enlouqueço com um tiquetaquear monótono. / Lá fora a chuva cai / E meus olhos entediados vagam / À procura do irreal // E, perdida em devaneios, / Encontro seu olhar / Num reflexo distorcido // Um sussurro. / O calor da manhã que se aproxima. / Me perco em seus beijos / Me acho em seu corpo / Desejo... // Enfim, adormeço em você // Sonho... (Nayane Souza)
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